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Hino 508, Cantor Cristão

Quem gosta de hinos do cantor cristão? 🙋‍♀️

De todos-todinhos ou de alguns não?

Eu não costumava gostar de "Terra Feliz" (hino 508, Cantor Cristão). Achava meio escapista, meio coisa de velório. Tipo, mais ânimo minha gente, a vida com Cristo também se vive aqui, hoje e agora... Segue a letra:

"Terra Feliz
Bennet e Webster

Eu avisto uma terra feliz
Onde irei para sempre morar
Há mansões nesse lindo país
Que Jesus foi pra nós preparar

Vou morar, vou morar
Nessa terra, celeste porvir
Vou morar, vou morar
Nessa terra, celeste porvir

Cantarei nesse lindo país
Belos hinos ao meu Salvador
Pois ali viverei bem feliz
Sem angústias, tristezas nem dor

Deixarei este mundo afinal
Para ir a Jesus adorar
Nessa linda cidade real
Mil venturas sem fim vou gozar

Vou gozar, vou gozar
Nessa terra, celeste porvir
Vou gozar, vou gozar
Nessa terra, celeste porvir"

(Veja o original em inglês aqui)

Esses dias, sem motivo aparente, esse hino veio ao meu coração. E, moço, vou te dizer que minha rotina tem sido bem puxada desde o casamento e essa nova vida de dona de casa. Às vezes, entre o trabalho, a lavanderia, a cozinha, a faxina, mal dá tempo de pensar a longo prazo, de buscar qualificação pra conseguir um emprego melhor, ou de fazer academia pra ter uma velhice melhor. Sem falar na grana, que encurtou mais do que roupa de algodão secada à máquina. Me vi imersa demais na imediatice da correria e do agora e, nessas horas, nunca é demais lembrar que os meios não são os motivos. Sobretudo, não para um cristão.

Como existe Google, encontrei uma página com histórias de hinos, e dela transcrevo esse pedaço aqui:

O Sr. Bennett, autor deste cântico famoso no mundo inteiro, diz o seguinte a respeito de sua origem:

“Em 1861 fui residir na cidadezinha de Elkhorn, Wisconsin, terra do compositor J. P. Webster; dentro em pouco associei-me a ele na produção de músicas impressas em folhas soltas, e outros trabalhos musicais.

No verão ou outono do ano de 1867 iniciamos o trabalho do “The Signet Ring”. Um dos cânticos escritos para aquele livro foi ‘Terra Feliz’. O Sr. Webster, como muitos outros músicos, tinha uma natureza excessivamente sensível e nervosa, e era sujeito a períodos de depressão, durante os quais, encarava a vida no seu lado escuro.

Eu estava tão acostumado com suas peculiaridades que ao encontrá-lo, ao primeiro olhar poderia dizer se ele estava numa de suas fases de melancolia; descobri que poderia animá-lo e fazê-lo sair dessas fases dando-lhe uma nova melodia ou cântico com que se ocupar. Numa ocasião, ele veio ao meu local de trabalho, andou até a lareira, e virou-me as costas, sem falar. Eu estava escrevendo e lhe disse: -“Webster, que é que há?”

-“Nada, respondeu ele, “tudo vai melhorar aos poucos” (by and by). A ideia veio-me à mente como um raio, e eu respondi:

-“Doce aos poucos! Será que isto não daria um bom cântico?” (O título do cântico em inglês é ‘Sweet By-and-by’, que traduzido literalmente seria ‘Doce aos Poucos’, ou Suave aos Poucos’).

-“Talvez desse”, retorquiu com indiferença.

Rapidamente escrevi as três estrofes e o coro. Neste meio tempo, dois amigos, o Sr. N. H. Carswell e o Sr. S. E. Bright, entraram. Entreguei o cântico ao Sr. Webster. Ao lê-lo, seus olhos brilharam, e modificou-se sua atitude. Dirigindo-se a uma escrivaninha, começou a escrever notas rapidamente. Depois pediu ao Sr. Bright que lhe alcançasse seu violino, e então tocou a melodia. Em poucos momentos mais havia escritos as notas para quatro vozes.

Creio que não se passaram mais do que trinta minutos desde a hora que tomei minha pena para escrever as palavras, até a hora em que os dois cavalheiros, o Sr. Webster e eu estávamos entoando o cântico, como apareceu em ‘The Signet Ring’. Enquanto cantávamos, o Sr. R. R. Crosby entrou. Após ouvir por um pouco de tempo, disse com lágrimas nos olhos: -‘Este cântico será imortal’. Creio que foi logo usado em público, pois, em duas semanas, crianças já o cantavam nas ruas.”

No ano seguinte os editores de ‘The Signet Ring’ distribuíram um grande número de circulares, anunciando o novo hinário, nas quais havia seleções dos cânticos, entre elas, ‘Terra Feliz’. Estas circulares tornaram este cântico logo apreciado pelo público, estimulando a aquisição do hinário. Perto do fim do ano o cântico foi publicado em folhas soltas. Agora pode ser encontrado em várias compilações de músicas, na América, e diz um jornal: ‘foi traduzido para inúmeras línguas estrangeiras, e é cantado em toda a parte debaixo do sol’.

Webster, Crosby e Carswell já morreram. S. E. Bright, de Fort Atkinson, Wisconsin e eu somos as únicas testemunhas vivas do aparecimento de ‘Terra Feliz’.”

Ou seja, esse hino foi um lembrete de Deus a Webster de que nosso alvo não é esse mundo. Que dificuldades e circunstâncias que se limitem à vida nessa terra não devem nos ressabiar ou nos pautar. São fugazes, pois logo estaremos na e-ter-ni-da-de, quando não passaremos por nada disso. Que não se trata do que temos ou do que não temos, de como nos sentimos ou não nos sentimos, mas de pra onde temos que olhar. Para a eternidade. Não para obter algum alívio para problemas do presente. Mas para corrigir o foco. Aqui não é o foco. Aqui não é onde a gente tem que mirar.

Pra encerrar, o link de uma versão muito gostosa dessa música em inglês...

Sweet by and by pra tds, até breve ❤



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